14 de outubro de 2009

Então era isso, não havia mais nada que ela podia fazer pra ele mudar de opnião? Não, não podia.
Ela conhecia e sabia o quão convicto das coisas ele era, e nada mudava a opnião dele. E claro que com aquela personalidade forte, ele nunca tomaria uma decisão sem pensar muito bem antes.
Agora ela só tinha certeza que ia voltar pra casa, tomar um banho quente, se encher de chocolate e chorar o resto da semana, afinal, era o que ela sempre fazia quando tinha uma briguinha com ele. E agora? Depois de tanto tempo, como seria a sua vida sem ele? Depois de tanto ter se acostumado - ou não - com aqueles sorrisos que sempre a tiravam de órbita, como ela ia fazer?
A sua vida ia mudar, certamente. E a única coisa que ela decidiu foi que se a vida dela mudaria sem a permissão dela mesma, então porque não mudar a sua maneira de viver também?
Deu uns 5 passos e já estava em casa e, ao invés de se enfiar debaixo das cobertas e se lamentar, tomou um banho frio e saiu. Na verdade, assim que saiu desejou ter entrado de volta. Mas prosseguiu sem rumo e sem direção, o céu estava meio escuro e podia chover a qualquer momento. Ainda bem que o seu casaco velho estava lá com ela, sempre a acompanhando e a salvando desses imprevistos. Ele adorava aquele casaco. Sempre dizia: Tenho vontade de lhe dar um casaco novo, mais não tenho coragem de te ver com outro. Você fica linda nele, e é só você colocar que ele parece ser novo !
Maldito dia pra essas coisas acontecerem. Logo agora que estava tudo bem e seus planos iam se concretizar.. tudo desaba.
Mas isso não a abalou, continuou andando, sem rumo. Começou a chover fraco e ela colocou a toca. Enquanto ela andava, aquelas imagens começaram a invadir seu pensamento, sem autorização. (Lembranças mal educadas, não quero vocês aqui !)
E aquele sorriso lindo invadiu o centro de seus pensamentos. Ora, porque ele tinha que ser tão lindo assim e ter o sorriso mais cativante que ela já vira? Porque ele tinha que ser dela e agora não era mais? Ela não entendia isso, e as lembranças dos dias em que ele a consolara continuavam passando. E ela começou a sentir o calor quente daqueles braços fortes, abraçando-a e falando que amava-a.
Sentiu por fim, seus olhos quentes e deixou as lágrimas escorrerem. Sabia que era ridículo tentar esconder a tristeza e proibir as lágrimas de se manifestarem. Sentou em algum lugar por perto e chorou. Chorou tudo que tinha pra chorar. Ficou horas ali, imaginando no que aconteceu e no que podia ter dado certo e agradeceu que a rua estivesse vazia.
Depois de algum tempo, secou as lágrimas. Voltou pra casa, tomou um banho, colocou sua roupa nova e saiu.
Foi viver a chance que ele tinha deixado à ela de tentar coisas novas e experimentar coisas diferentes.

Um comentário:

  1. oooi, to te seguindo me segue tbm? rs . cara sou nova aqi no blog, to tipo perdidinha. beijos *_* sucesso pro seu blog :*

    ResponderExcluir